quarta-feira, 20 de março de 2019

O que LEVAMOS em nossa CICLOVIAGEM | Cicloturismo

Sair para cicloviajar tem seus desafios, como as despedidas, ter que deixar pessoas queridas, e muitas outras coisas. Mas algo que todos com certeza passam é aquela dúvida SOBRE O QUE LEVAR.

Pensando nisso, listamos abaixo o que LEVAMOS em cada uma das nossas bicicletas. (confira o vídeo que fizemos mostrando tudo isso!).

Banguela (bicicleta do Gustavo):
- Mochilão (onde guardamos o computador portátil); 
- Roupas;
- Saco de dormir NTK 15º C;
- Colchão auto inflável NTK;
- Barraca guepardo para uma pessoa;
- Isolante térmico NTK;

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Sagrado Mingau de Milho

Algo um tanto crucial em nossa cicloviagem é economizar. O maior desafio está em conseguir aliar a compra de alimentos mais saudáveis com gastar menos e também se manter nutridos suficientemente para aguentar o tranco com as magrelas.
Em julho de 2018, quando estávamos pedalando numa região muitooo fria rumo ao Chui - RS, experimentamos pela primeira vez comer mingau de milho (Acesse). Depois daí, esse alimento não saiu mais de nossos cafés da manhã. Antes dessa ocasião, comíamos pela manhã pão francês, que além de ser pobre nutricionalmente ainda tem um preço salgado.

Chega de enrolar e vamos falar como fazemos nosso Sagrado Mingau de Milho:

Colocamos a água no fogo e já adicionamos a farinha de milho textura média. Da para fazer com a farinha de fubá, mas nós particularmente não gostamos.
Em seguida, adicionar o açúcar. É ideal que mantenha-se mexendo a mistura para não embolotar.
Quanto a quantidade de farinha, água e açúcar, nós não sabemos te dizer, pois vamos colocando e experimentando. Temos certeza que irá conseguir!!
Quando temos alguns ingredientes adicionais o mingau fica melhor aindaaaa, como por exemplo: aveia, banana, canela, açúcar mascavo.

É isso, esperamos que seu mingau fique delicioso e te dê muita energia para seguir firme sua aventura!

Qualquer dúvida deixe nos comentários!!

AVANTEEE Expandindo Mundos!! 


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

É possível fazer Brigadeiro Cru!

Em nossa 3ª Vivência do projeto Expandindo Mundos, aprendemos muito sobre o Crudivorismo (Vídeos sobre esse assunto, só clicar).
Já fizemos uma postagem falando sobre o que é essa alimentação viva e também abordando a rotina diária da alimentação (Clique).

Um fator CRUCIAL para que consigamos nos manter na meta da alimentação crua é conseguir dominar o terrível EGOOO. Ele é quem nos pede aquelas guloseimas açucaradas, ou então aquele pastel de queijo cheinhooo de óleo.
Essa receita de Brigadeiro Cru é uma das ferramentas que usamos para controlar o EGO e também saciar aquelas boas lembranças daquele brigadeiro que comíamos junto aos amigos ou quando assistíamos filme.

- Ingredientes: 2 bananas médias, 1 colher de sopa de mel, 3 colheres de sopa de Alfarroba em pó (se não tiver alfarroba pode ser cacau) e farinha de coco. Para polvilhar, você pode usar o que tiver, coco ralado, gergelim ou até mesmo cacau em pó.
- Modo de preparo: Primeiro amasse as bananas, adicione o mel e a alfarroba (ou cacau). Em seguida, adicione a farinha de coco até que a massa fique com uma consistência não muito seca. Depois disso é só fazer as bolinhas e passar na cobertura que desejar!!!
A receita fica muitooo gostosa! Experimente o novo, seja mais saudável.

Deixe nos comentários o que achou!! Não se esqueça de compartilhar!!

Alforges 100% impermeáveis

Se esta pensando em alforges, você pode adquiri-los e ainda ajudar o nosso projeto comprando através do link (Clique aqui).



Estamos afiliados a Corisco, uma marca brasileira, que vem desenvolvendo alforges que proporcionam muita autonomia para os cicloviajantes, seja em viagens curtas ou longas.
Você pode conferir o vídeo que falamos dos modelos que utilizamos em nossas cicloviagens:


Honramos sua presença conosco, desejamos boas aventuras e sempre Expandido Mundos! AVANTE!!

CRUDIVORISMO: Rotina alimentar

Para você que está acompanhando nosso canal (Se ainda não está, aproveite e se inscreva), a 3ª Vivência de nosso projeto Expandindo Mundos foi numa comunidade Crudívora (Alimentação Viva) e que tem como base o Sincronário Maia.

Para nós, conhecer e viver durante 42 dias essa nova realidade foi transformador.


Nessa postagem, falaremos sobre o que comíamos em um dia comum. Antes de mais nada, é importante entender o que é Crudivorismo. Crudivorismo é a arte de se alimentar dos alimentos sem processamento, ou seja, crus. Assim, essa dieta que vai além do veganismo em certos pontos, é pautada em frutas, verduras, legumes, folhas, caules, brotos grãos, entre outros, prioritariamente orgânicos.


-Nossa dieta se iniciava:


7 horas - 500 ml um suco verde;

10 h - Ingestão de frutas como, maça, abacaxi, abacate, banana, manga, entre outras. O ideal é ingerir um tipo de fruta. Misturá-las gera atraso na digestão;
13:20 h - Almoço. O prato era composto por 50% de sementes germinadas (brotos), como por exemplo, lentilha, girassol, grão de bico. 25% era composto por alguma gordura vegetal, como creme de girassol, abacate, gergelim, e os outros 25% composto por folhosas, como alface, rúcula, couve; (Foto 1) (Os EPs 32 ao 36 da playlist Iniciativas Vivenciadas abordam esses assuntos).
(Foto 1 - Alimentação crudívora).

16:30 h - 500 ml um suco verde;

19 h - Ingestão de frutas ou caso a pessoa sentir necessidade, almoça novamente.
Das 20 h às 10 h do dia seguinte, ficávamos em jejum de alimentos sólidos, para que o corpo durante a noite, conseguisse realizar a limpeza e não gastasse esse tempinho precioso para digestão.
Se ficou alguma dúvida, por gentileza, deixe nos comentários!

Se gostou, não esqueça de compartilhar.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

2ª Vivência - Chácara Sol Nascente Permacultura e Biodinâmica


Na Chácara Sol Nascente encontramos um ponto cego, sabe aquela falha do sistema? Ali as coisas fluíam diferente. Conhecemos pessoas que dia a dia procuram melhorar, buscando conexão com a essência e através da Agricultura Biodinâmica, fazer diferente, ser diferente.

O que era para ser 30 dias de voluntariado se tornaram 60 de muito aprendizado, observação e autoconhecimento. Por que ficamos o dobro do tempo? A reposta é simples e ao mesmo tempo complexa. Nosso coração quis ficar. Encontramos ali aconchego e pessoas maravilhosas que farão sempre parte de quem somos.

As atividades da Chácara são, em resumo, preparos biodinâmicos, agrofloresta, horta, bioconstrução, pedagogia e cuidados com o lar. Logo no primeiro dia, cedinho, vimos algo fantástico acontecendo. Todos se reuniram para realizar a abertura do dia, com uma sequência de movimentos chamados de eritimia, prática que vem da Antroposofia. Como esse simples e rápido ato diário nos fez refletir. Quantas inúmeras vezes não nos demos conta do sol. O que seria da vida sem sua luz? Nesses momentos começávamos a entender um pouco do nome dado a chácara.

Muito aprendemos na horta e agrofloresta, mas foi a bioconstrução que nos fez chacoalhar. E estávamos lá para isso, para quebrar crenças que estão encrustadas em nós e não sabemos o por que.  Vimos que para se construir deve-se ter mais vontade que dinheiro, mais empenho do que cimento. Nas paredes, reboco e piso, a matéria formadora era apenas a terra, a areia da estrada, casca de arroz e ripas de madeiras entrelaçadas. Somente. Tudo da própria chácara ou do lugar mais próximo possível.

Incrível foi perceber voluntários do mundo todo vindo para essa preciosidade no interior do Rio Grande do Sul para conhecer, desfrutar e levar um pouco disso para suas vidas. Fluxo é vida. Foi essa fluidez que nos prendeu.

Apaixonante foi conhecer a agricultura biodinâmica. Prática difícil de ser explicada mas fácil de ser sentida, considera a interrelação entre o solo, plantas, ou seja, a natureza como um todo, e utiliza a astronomia como aliada para ditar os ritmos de plantio, colheita, poda e afins. Essas técnicas nos abriram os olhos para uma nova percepção de relação com a terra. Começamos a perceber com mais carinho o poder do sol que sempre está a emanar energia, a água que com sua fluidez é fonte de vida, as plantas, cada um de nós. Fazemos parte desse todo chamado natureza!

E junto a tudo isso, o viver que é realmente em comunidade. Será que sabemos o que é viver em comunidade? Acho q dessa vez aprendemos um pouco. O movimento social é a maior segurança que podemos ter. Nesse momento, nos perguntamos porque andamos tanto tempo desconectados uns dos outros. Vimos na prática que se existisse uma fórmula pronta que resumisse o viver seria somar o que cada um é. Ali sentimos isso. Somos gratos de coração e alma a todos os queridos que conhecemos nesses meses. Ao mestre Simon que mesmo no silêncio ensinava. Com ele vimos a importância de se observar a natureza. A resposta pra muita coisa está nela, basta olhar para ver.

Sentimos unidade. Sentimos tudo estar realmente conectado. Para nós essa frase resume o que vivenciamos nesse lugar. Tudo esta conectado e mal nos damos conta, cada passo, cada movimento, cada respiração, cada pensamento ressoa no universo.

Partimos da chácara. Mas em nós, levaremos a simplicidade de viver, de se enfrentar desafios e de se relacionar com a natureza.

Como dizemos, que muitos sóis nascentes possam aparecer em nossas vidas, dia a dia, despertar a despertar. Que nossas sombras sejam novas chances de luz. Somente gratidão a esse lindo projeto que esta sendo materializado e construído com cada ser que por ali passa e se reconstrói.




quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Rota percorrida - alcançamos 2000 km



O percurso entre Porto Alegre e Osório, no Rio Grande do Sul, permitiu que completássemos nossos 2000 km de viagem. Entre tantos lugares que visitamos, passamos pelo Chuí - RS, a extremidade mais ao sul do Brasil. Até aqui foram 6 meses na estrada com nosso projeto Expandindo Mundos. 

Percurso pedalado até Barra Del Chuy, no Uruguai.

Percurso pedalado de Barra Del Chuy, Uruguai,  até Osório - RS

Saímos de Porte Alegre muito animados, estávamos próximos do encontro com a segunda iniciativa que vivenciaríamos, a Chácara Sol Nascente. Sem perceber o tempo passar, ficamos dois meses nesse lugar mais que especial! Nosso coração quis ficar. Encontramos ali aconchego e pessoas maravilhosas que farão sempre parte de quem somos. Através dos vídeos em nosso canal compartilhamos as experiências dessa vivência (Clique e acesse).



Ao deixar a Chácara Sol Nascente estávamos no ápice do inverno, mas nossa vontade de conhecer o começo/fim do Brasil era maior, então partimos em direção a Chuí –RS. Nos deparamos com planícies sem fim e uma rodovia reta que desafiava nossa determinação. Apesar da beleza que encontramos nos pampas gaúchos, chega um momento que com o tempo e cansaço tudo se tornar igual, entediante. A mente pede uma distração, mas não a temos, nesse momento que as dores parecem que se intensificam, o frio fez nos perguntarmos "Porque estamos aqui?", "Porque não estamos em casa no quentinho?". Bom, o aprendizado de tudo isso pode ser resumido na seguinte frase "A facilidade te fragiliza e a dificuldade te fortalece!". Aprendemos que sempre somos capazes de ir mais e mais longe!
Também encontramos o maior sol que já vimos na vida e o horizonte mais amplo. Presenciamos pores de sol de tirar o fôlego, com uma paisagem diferente da que estávamos acostumados a ver. No trecho entre Pelotas e o Chuí acampamos três noites as margens da estrada, no meio daquele lugar remoto sentimos a natureza tomar conta de nós, imensa gratidão e paz.



Não deixamos de colocar um pezinho no Uruguai, aproveitamos para visitar a Barra Del Chuy. Nunca havíamos ido até o mar durante o inverno. Ficamos encantados com a beleza da praia nessa época. Ela passa uma energia mais sentimental, diferente do verão que é aquela loucura, todos pensando em diversão. Diante de toda imensidão do mar nos vimos pequenos, meros seres, como todos os outros. Somos mais um grão de areia, mas que sim tem grande importância para o funcionamento do todo.


Visitamos a maior praia do mundo em extensão, que possui 220 km de orla, dos molhes da lagoa dos Patos em Cassino até Barra do Chuí na fronteira com o Uruguai.




Deixando a Praia do Cassino, seguimos rumo a BR-101, o trecho popularmente conhecido com Estrada do Inferno, tal nome atribuído por ser um trecho muito desabitado. Nos surpreendemos, saímos bem preparados com comida, mas o lugar não é tão deserto como imaginávamos. Encontramos poucos estabelecimentos comerciais, como postos e supermercados, mas de pouco em pouco sempre avistávamos uma casinha no meio das planícies. Por ser muito interior o povo vive um pouco no modo "terra sem leis", daqui e dali nos recomendavam tomar cuidado com os lugares que iríamos acampar, pois geralmente o pessoal tem arma de fogo em casa e poderiam acabar mal interpretando nossa pernoite. Apesar disso tudo, só tivemos experiências ótimas com os lugares e pessoas que conhecemos.


Além das planícies e do frio, algo muito presente nesses 1000 km foi à intensidade e frequência dos ventos. Alguns dias tivemos que desistir de pedalar. Os dias que pedalamos contra ele ficamos com a impressão de que 60 km de planície se tornaram intermináveis 60 km de aclive. 
No município de Mostardas - RS, visitamos a Lagoa do Bacupari, lugar de grande beleza, onde também encontra-se um mar de dunas. Chegando a Osório avistamos os primeiros morros, nos surpreendendo depois de tantas semanas avistando um horizonte reto e muito amplo.


Continue nos acompanhando, a cada novos 1000 km estaremos realizando nova publicação. Convidamos  acessar e inscrever-se em nosso canal no Youtube. Abraço dos Pernas! AVANTEE