Estamos trabalhando bastante na criação do nosso Curso Online de Cicloturismo!
A gente vai te mostrar que viajar de bicicleta pode ser muito mais simples do que parece, e para isso, vamos te dar várias dicas sobre como montar o planejamento, segurança nas estradas, quais equipamentos levar, qual a bicicleta ideal, manutenção preventiva, como lavar roupa, como arrumar acampamento de última hora e muito mais!
Tudo isso para que você possa aproveitar o máximo da cicloviagem e consiga minimizar os imprevistos e situações indesejadas.
Caso tenha interesse em receber um descontão no lançamento, cliquena imagem ao lado, preencha seu nome e
e-mail e assim que tudo estiver pronto entraremos em contato!
[Português] Os filhotes de seres humanos chegam nesse mundo indefesos, sem armas nem armaduras, usam do riso sincero e pureza para nos ensinar. Será que conseguimos nos colocar como aprendizes ou a nossa primeira reação é de repreender e querer sermos os mestres?Na maioria dos casos, ousamos dizer que não damos espaço para as crianças serem e aprenderem da sua forma, no seu tempo. Com o incessante corre corre diário, esse tempo não existe. Convidamos você a se lembrar de sua primeira infância. Quando era pequeno, na época em que o desconhecido o encantava. Lembre-se também de alguma criança que esteja nessa fase, nesse momento....
Sempre temos uma graninha no bolso para os gastos corriqueiros como alimentação e até alguma manutenção nas bicicletas. Assim, honramos a todos que nos ajudam a partir do Apoia-se e também de doações espontâneas!!
Mas o que não contamos são com aquelas surpresas que, de vez em quando, dão o ar da graça.
Estamos atualmente na Sexta Vivência do Projeto Expandindo Mundos, na cidade de Marechal C. Rondon, na comunidade Ecos da Agrofloresta.
Aqui, eis que o celular do Gustavo inventou de dar alguns problemas, nos atrapalhando um tanto na manutenção das coisas do canal.
Assim, decidimos fazer algo para rapidamente conseguirmos um dinheiro e trocarmos o eletrônico que já a meses vem dando dor de cabeça.
Com a ajuda de nossas amigas Isaura e Ana Clara, que estão na mesma vivência, FOMOS PARA A CIDADE VENDER BRIGADEIRO E TOCAR MÚSICA NA RUA!! (Para saber se deu certo, confira o vídeo clicando).
Aqui, apresentaremos as receitas dos brigadeiros que fizemos, esperamos que seja útil para você conseguir aqueeeeela grana extra que está precisando!
Algo um tanto crucial em nossa cicloviagem é economizar. O maior desafio está em conseguir aliar a compra de alimentos mais saudáveis com gastar menos e também se manter nutridos suficientemente para aguentar o tranco com as magrelas. Em julho de 2018, quando estávamos pedalando numa região muitooo fria rumo ao Chui - RS, experimentamos pela primeira vez comer mingau de milho (Acesse). Depois daí, esse alimento não saiu mais de nossos cafés da manhã. Antes dessa ocasião, comíamos pela manhã pão francês, que além de ser pobre nutricionalmente ainda tem um preço salgado. Chega de enrolar e vamos falar como fazemos nosso Sagrado Mingau de Milho: Colocamos a água no fogo e já adicionamos a farinha de milho textura média. Da para fazer com a farinha de fubá, mas nós particularmente não gostamos. Em seguida, adicionar o açúcar. É ideal que mantenha-se mexendo a mistura para não embolotar. Quanto a quantidade de farinha, água e açúcar, nós não sabemos te dizer, pois vamos colocando e experimentando. Temos certeza que irá conseguir!! Quando temos alguns ingredientes adicionais o mingau fica melhor aindaaaa, como por exemplo: aveia, banana, canela, açúcar mascavo.
É isso, esperamos que seu mingau fique delicioso e te dê muita energia para seguir firme sua aventura! Qualquer dúvida deixe nos comentários!! AVANTEEE Expandindo Mundos!!
Em nossa 3ª Vivência do projeto Expandindo Mundos, aprendemos muito sobre o Crudivorismo (Vídeos sobre esse assunto, só clicar).
Já fizemos uma postagem falando sobre o que é essa alimentação viva e também abordando a rotina diária da alimentação (Clique).
Um fator CRUCIAL para que consigamos nos manter na meta da alimentação crua é conseguir dominar o terrível EGOOO. Ele é quem nos pede aquelas guloseimas açucaradas, ou então aquele pastel de queijo cheinhooo de óleo.
Essa receita de Brigadeiro Cru é uma das ferramentas que usamos para controlar o EGO e também saciar aquelas boas lembranças daquele brigadeiro que comíamos junto aos amigos ou quando assistíamos filme.
- Ingredientes: 2 bananas médias, 1 colher de sopa de mel, 3 colheres de sopa de Alfarroba em pó (se não tiver alfarroba pode ser cacau) e farinha de coco. Para polvilhar, você pode usar o que tiver, coco ralado, gergelim ou até mesmo cacau em pó.
- Modo de preparo: Primeiro amasse as bananas, adicione o mel e a alfarroba (ou cacau). Em seguida, adicione a farinha de coco até que a massa fique com uma consistência não muito seca. Depois disso é só fazer as bolinhas e passar na cobertura que desejar!!!
A receita fica muitooo gostosa! Experimente o novo, seja mais saudável.
Deixe nos comentários o que achou!! Não se esqueça de compartilhar!!
Se esta pensando em alforges, você pode adquiri-los e ainda ajudar o nosso projeto comprando
através do link (Clique aqui).
Estamos afiliados a Corisco,
uma marca brasileira, que vem desenvolvendo alforges que proporcionam muita
autonomia para os cicloviajantes, seja em viagens curtas ou longas.
Você pode conferir o vídeo
que falamos dos modelos que utilizamos em nossas cicloviagens:
Honramos sua presença conosco, desejamos boas aventuras e sempre Expandido Mundos! AVANTE!!
Para você que está acompanhando nosso canal (Se ainda não está, aproveite e se inscreva), a 3ª Vivência de nosso projeto Expandindo Mundos foi numa comunidade Crudívora (Alimentação Viva) e que tem como base o Sincronário Maia. Para nós, conhecer e viver durante 42 dias essa nova realidade foi transformador. Nessa postagem, falaremos sobre o que comíamos em um dia comum. Antes de mais nada, é importante entender o que é Crudivorismo. Crudivorismo é a arte de se alimentar dos alimentos sem processamento, ou seja, crus. Assim, essa dieta que vai além do veganismo em certos pontos, é pautada em frutas, verduras, legumes, folhas, caules, brotos grãos, entre outros, prioritariamente orgânicos. -Nossa dieta se iniciava: 7 horas - 500 ml um suco verde; 10 h - Ingestão de frutas como, maça, abacaxi, abacate, banana, manga, entre outras. O ideal é ingerir um tipo de fruta. Misturá-las gera atraso na digestão; 13:20 h - Almoço. O prato era composto por 50% de sementes germinadas (brotos), como por exemplo, lentilha, girassol, grão de bico. 25% era composto por alguma gordura vegetal, como creme de girassol, abacate, gergelim, e os outros 25% composto por folhosas, como alface, rúcula, couve; (Foto 1) (Os EPs 32 ao 36 da playlist Iniciativas Vivenciadas abordam esses assuntos).
(Foto 1 - Alimentação crudívora). 16:30 h - 500 ml um suco verde; 19 h - Ingestão de frutas ou caso a pessoa sentir necessidade, almoça novamente. Das 20 h às 10 h do dia seguinte, ficávamos em jejum de alimentos sólidos, para que o corpo durante a noite, conseguisse realizar a limpeza e não gastasse esse tempinho precioso para digestão. Se ficou alguma dúvida, por gentileza, deixe nos comentários! Se gostou, não esqueça de compartilhar.
Na Chácara Sol Nascente encontramos um ponto cego,
sabe aquela falha do sistema? Ali as coisas fluíam diferente. Conhecemos
pessoas que dia a dia procuram melhorar, buscando conexão com a essência e
através da Agricultura Biodinâmica, fazer diferente, ser diferente.
O que era para ser 30 dias de voluntariado se tornaram
60 de muito aprendizado, observação e autoconhecimento. Por que ficamos o dobro do tempo? A reposta é simples
e ao mesmo tempo complexa. Nosso coração quis ficar. Encontramos ali aconchego
e pessoas maravilhosas que farão sempre parte de quem somos.
As atividades da Chácara são, em resumo, preparos
biodinâmicos, agrofloresta, horta, bioconstrução, pedagogia e cuidados com o
lar. Logo no primeiro dia, cedinho, vimos algo fantástico
acontecendo. Todos se reuniram para realizar a abertura do dia, com uma
sequência de movimentos chamados de eritimia, prática que vem da Antroposofia. Como esse simples e rápido ato diário nos fez
refletir. Quantas inúmeras vezes não nos demos conta do sol. O que seria da
vida sem sua luz? Nesses momentos começávamos a entender um pouco do nome dado
a chácara.
Muito aprendemos na horta e agrofloresta, mas foi a
bioconstrução que nos fez chacoalhar. E estávamos lá para isso, para quebrar
crenças que estão encrustadas em nós e não sabemos o por que.Vimos que para se construir deve-se ter mais
vontade que dinheiro, mais empenho do que cimento. Nas paredes, reboco e piso,
a matéria formadora era apenas a terra, a areia da estrada, casca de arroz e
ripas de madeiras entrelaçadas. Somente. Tudo da própria chácara ou do lugar
mais próximo possível.
Incrível foi perceber voluntários do mundo todo vindo
para essa preciosidade no interior do Rio Grande do Sul para conhecer,
desfrutar e levar um pouco disso para suas vidas. Fluxo é vida. Foi essa
fluidez que nos prendeu.
Apaixonante foi conhecer a agricultura biodinâmica.
Prática difícil de ser explicada mas fácil de ser sentida, considera a
interrelação entre o solo, plantas, ou seja, a natureza como um todo, e utiliza
a astronomia como aliada para ditar os ritmos de plantio, colheita, poda e
afins. Essas técnicas nos abriram os olhos para uma nova percepção de relação
com a terra. Começamos a perceber com mais carinho o poder do sol que sempre
está a emanar energia, a água que com sua fluidez é fonte de vida, as plantas,
cada um de nós. Fazemos parte desse todo chamado natureza!
E junto a tudo isso, o viver que é realmente em
comunidade. Será que sabemos o que é viver em comunidade? Acho q dessa vez
aprendemos um pouco. O movimento social é a maior segurança que podemos ter.
Nesse momento, nos perguntamos porque andamos tanto tempo desconectados uns dos
outros. Vimos na prática que se existisse uma fórmula pronta que resumisse o
viver seria somar o que cada um é. Ali sentimos isso. Somos gratos de coração e
alma a todos os queridos que conhecemos nesses meses. Ao mestre Simon que mesmo
no silêncio ensinava. Com ele vimos a importância de se observar a natureza. A
resposta pra muita coisa está nela, basta olhar para ver.
Sentimos unidade. Sentimos tudo estar realmente
conectado. Para nós essa frase resume o que vivenciamos nesse lugar. Tudo esta conectado e mal nos damos conta, cada passo,
cada movimento, cada respiração, cada pensamento ressoa no universo.
Partimos da chácara. Mas em nós, levaremos a
simplicidade de viver, de se enfrentar desafios e de se relacionar com a natureza.
Como dizemos, que muitos sóis nascentes possam
aparecer em nossas vidas, dia a dia, despertar a despertar. Que nossas sombras
sejam novas chances de luz. Somente gratidão a esse lindo projeto que esta sendo
materializado e construído com cada ser que por ali passa e se reconstrói.
O
percurso entre Porto Alegre e Osório, no Rio Grande do Sul, permitiu que
completássemos nossos 2000 km de viagem. Entre tantos lugares que visitamos, passamos pelo Chuí - RS, a extremidade mais ao sul do Brasil. Até aqui foram 6 meses na
estrada com nosso projeto Expandindo Mundos.
Percurso pedalado até Barra Del Chuy, no Uruguai.
Percurso pedalado de Barra Del Chuy, Uruguai, até Osório - RS
Saímos de Porte Alegre muito animados, estávamos
próximos do encontro com a segunda iniciativa que vivenciaríamos, a Chácara Sol
Nascente. Sem perceber o tempo passar, ficamos dois meses nesse lugar mais que
especial! Nosso coração quis ficar. Encontramos ali aconchego e pessoas
maravilhosas que farão sempre parte de quem somos. Através dos vídeos em nosso
canal compartilhamos as experiências dessa vivência (Clique e acesse).
Ao
deixar a Chácara Sol Nascente estávamos no ápice do inverno, mas nossa vontade
de conhecer o começo/fim do Brasil era maior, então partimos em direção a Chuí –RS.
Nos deparamos com planícies sem fim e uma rodovia reta que desafiava nossa
determinação. Apesar da beleza que encontramos nos pampas gaúchos, chega um
momento que com o tempo e cansaço tudo se tornar igual, entediante. A mente pede uma
distração, mas não a temos, nesse momento que as dores parecem que se intensificam,
o frio fez nos perguntarmos "Porque estamos aqui?", "Porque não
estamos em casa no quentinho?". Bom, o aprendizado de tudo isso pode ser
resumido na seguinte frase "A facilidade te fragiliza e a dificuldade te
fortalece!". Aprendemos que sempre somos capazes de ir mais e mais longe!
Também
encontramos o maior sol que já vimos na vida e o horizonte mais amplo. Presenciamos
pores de sol de tirar o fôlego, com uma paisagem diferente da que estávamos
acostumados a ver. No trecho entre Pelotas e o Chuí acampamos três noites as
margens da estrada, no meio daquele lugar remoto sentimos a natureza tomar
conta de nós, imensa gratidão e paz.
Não deixamos de colocar um pezinho no Uruguai, aproveitamos para visitar a Barra Del Chuy. Nunca havíamos ido até o mar durante o inverno. Ficamos encantados com a beleza da praia nessa época. Ela passa uma energia mais sentimental, diferente do verão que é aquela loucura, todos pensando em diversão. Diante de toda imensidão do mar nos vimos pequenos, meros seres, como todos os outros. Somos mais um grão de areia, mas que sim tem grande importância para o funcionamento do todo.
Visitamos a maior praia do mundo em extensão, que possui 220 km de orla, dos molhes da lagoa dos Patos em Cassino até Barra do Chuí na fronteira com o Uruguai.
Deixando
a Praia do Cassino, seguimos rumo a BR-101, o trecho popularmente conhecido com
Estrada do Inferno, tal nome atribuído por ser um trecho muito desabitado. Nos
surpreendemos, saímos bem preparados com comida, mas o lugar não é tão deserto como
imaginávamos. Encontramos poucos estabelecimentos comerciais, como postos e supermercados,
mas de pouco em pouco sempre avistávamos uma casinha no meio das planícies. Por ser muito interior o povo vive um pouco no modo "terra sem leis", daqui e dali nos recomendavam tomar cuidado com os lugares que iríamos acampar, pois geralmente o pessoal tem arma de fogo em casa e poderiam acabar mal interpretando nossa pernoite. Apesar disso tudo, só tivemos experiências ótimas com os lugares e pessoas que conhecemos.
Além das planícies e do frio, algo muito presente nesses 1000 km foi à intensidade e frequência dos ventos. Alguns dias tivemos que desistir de pedalar. Os dias que pedalamos contra ele ficamos com a impressão de que 60 km de planície se tornaram intermináveis 60 km de aclive.
No município de Mostardas - RS, visitamos a Lagoa do Bacupari, lugar de grande beleza, onde também encontra-se um mar de dunas. Chegando a Osório avistamos os primeiros morros, nos surpreendendo depois de tantas semanas avistando um horizonte reto e muito amplo.
Continue
nos acompanhando, a cada novos 1000 km estaremos realizando nova publicação.
Convidamos acessar e inscrever-se em
nosso canal no Youtube. Abraço dos Pernas! AVANTEE
De
Marechal Cândido Rondon - PR até Porto Alegre - RS alcançamos nossos primeiros
1000 km. Foram aproximadamente dois meses nesse percurso, contando os dias de pedaladas,
paradas na casa de amigos, trilhas e voluntariado. Sobre a bicicleta foram 20
dias, com velocidade média de 60 km/dia.
Nesse caminho que encontramos a Cidade Escola Ayni, Guaporé - RS, onde
participamos do nosso primeiro voluntariado. Gratidão é o sentimento que impera
depois desse reencontro de almas! Muita bioconstrução, agrofloresta e fortes
amizades. Através dos vídeos em nosso canal compartilhamos as experiências
dessa vivência (Ciclociagem Ayni YouTube).
O Município de Guaporé se
encontra na Serra Gaúcha, lugar onde também está localizada parte dos trilhos
da Ferrovia do Trigo. A ferrovia é bastante almejada pelos mochileiros, devido
as dezenas de túneis e viadutos gigantes, que proporcionam uma vista muito
ampla da paisagem! Nós não perdemos essa oportunidade, passamos 4 dias
caminhando 50 km e encontramos duas forças, a do homem com suas enormes
construções e a imponente natureza. (Ferrovia do trigo YouTube).
A cada 1000 km iremos
realizar uma nova publicação sobre a Rota Percorrida. Nos acompanhe também no YouTube, Instagram e Facebook.
Honramos a você que está nos lendo, somos gratos a sua vontade de conhecer e de alguma forma participar deste projeto! Através da plataforma Apoia.se é possível se tornar parceiro/apoiador com um pequena quantia por mês. Pode ser apenas R$ 5,00! CLIQUE NO BOTÂO ABAIXO
Ficaremos extremamente gratos por qualquer ajuda, seja ela monetária ou através do compartilhamento
das nossas atividades. Estamos trabalhando dia a dia para trazer experiências
cada vez melhores para vocês!
Estamos abertos a sugestões,
ficaremos felizes em receber sua mensagem ou comentário, pois assim também
podemos construir isso juntos!
Quem puder nos ajudar na
estrada, seja com um copo de água ou com um espacinho na casa, deixe o
comentário e contato.
Também estamos deixando os dados da nossa conta para quem preferir. Esperamos que muitos tenham se identificado com o objetivo do nosso projeto, pois precisaremos de vocês para seguir com esse trabalho. Gratidão pessoal!
Acesse o vídeo
ao lado e veja a mensagem que deixamos pra você!
Essa nossa invenção
despertou o interesse de muitos pessoas. Assim surgiu a necessidade de
elaborarmos um vídeo para apresentar esse equipamento. Gastamos R$25,00 para
construir o primeiro protótipo, utilizamos materiais reciclados como um bico de
bunsen e serpentina de geladeira. Com ele cozinhamos frequentemente arroz e
macarrão, algo que muito viajante se queixa de demorar para preparar. Mas com a
gente tem funcionado super bem. Confere ai essa ideia!
A Cicloviagem Ayni foi o
começo de uma grande jornada. A maior diferença das outras cicloviagens foi não
ter data para voltar. Finalmente concluímos a faculdade e dias após a colação
de grau fomos para a estrada. Sabíamos que viajar era o nosso caminho, mas
diante de tantos lugares pra conhecer nem imaginávamos por onde começar. Com o
tempo o universo nos deu essa possibilidade que causou uma enorme mudança em
nossas vidas, o encontro com a Ayni. O que dizer desse lugar? Encontramos
pessoas que ficarão pra sempre em nossas vidas. Sentimento de extrema gratidão!
Poucos
dias após concluirmos a "Expedição Oeste do Paraná", embarcamos para
a "Cicloviagem Litoral PR". Estávamos eufóricos por poder ir ainda mais
longe, concluindo esse caminho fechamos o percurso de leste a oeste, ida e
volta, no nosso querido Paraná (2000 km). E foi nessa aventura que começamos a
notar algo além do que somente visitar os lugares, fizemos o possível para
colocar tudo que vivenciamos e sentimos na série de vídeos.
A primeira série que
lançamos foi a "Expedição Oeste do Paraná". Era pra ser apenas um
treino, mas no fim se tornou a nossa primeira grande experiência com
cicloviagem. Percorremos a metade oeste do estado, chegando até as praias
artificiais do lago de ITAIPU. Convidamos você a conferir nossos relatos
através dos vídeos no Youtube.
Cicloviajar é aprender a
viver de forma minimalista, é estar com tudo que precisa sobre duas rodas, é
ter que enfrentar sol, chuva, grandes subidas e pneus furados pelo simples
prazer de, a cada dia, poder contemplar um por do sol único em um local
diferente.
Acreditando em outras
possibilidades de se habitar esse planeta e percebendo a necessidade atual de
uma sociedade consciente quando a natureza e autoconhecimento, decidimos, em
fevereiro de 2018, iniciar uma aventura usando nossas bicicletas como meio de
transporte e ferramenta para aproximação das pessoas. Assim nasceu o projeto
Expandindo Mundos.
Esse projeto foi chamado de
Expandindo Mundos, pois quando viajamos nos colocamos abertos a tudo de novo
que podemos encontrar, a explorar outras culturas, conhecer realidades e
descobrir novos sonhos, nossos e dos outros. O mais gratificante é conseguir
contagiar outras pessoas, possibilitando uma nova forma de enxergar a vida a
partir de nossos relatos.
Por isso, quando
cicloviajamos acabamos expandindo mundos, os nossos, dos que cruzam nosso
caminho e dos que virtualmente nos acompanham.
Percebendo a necessidade
atual de uma sociedade consciente quanto a natureza e autoconhecimento, o
principal objetivo do projeto Expandindo Mundos é conseguir sensibilizar e
mostrar para outras pessoas que é possível viver nesse planeta de maneira mais
harmoniosa, ressignificando nossa relação com a natureza, repensando o viver em
comunidade e entendendo o próprio ser.
Viajamos de bicicleta
visitando iniciativas e comunidades, como por exemplo, povos tradicionais
(tribos indígenas, quilombos, ribeirinhas), comunidades (ecovilas), iniciativas
privadas (sítios agroecológicos), entre outros, pelos estados do Brasil. A
partir dessas experiências, tanto nessas iniciativas e comunidades quanto no
dia a dia da viagem de bicicleta, criaremos materiais audiovisuais e relatos
escritos que disponibilizaremos em Site e em perfis no Youtube, Instagram e
Facebook.
O que nos motiva a realizar
esse projeto é se autodesafiar e poder a cada dia encontrar novas pessoas e
ouvir suas histórias e poder inspirá-las a ter um contato de mais amor com a
natureza. Como somos passageiros nesse planeta, é importante para nós
realizarmos algo que possa gerar mudança, tanto interna quanto externa.
Queremos mostrar que é
possível viver com menos e que muitas pessoas atualmente já trabalham de forma
mais saudável e com respeito à natureza. E também mostrar que o
autoconhecimento abre novas possibilidades de estabelecermos melhores relações
entre as pessoas, resgatando princípios perdidos do viver em comunidade.
Sabemos dessa necessidade devido à realidade atual da sociedade, onde vivemos
cada vez mais apressados, mais individualistas, sem senso comunitário e
desconectados com nossa própria essência.
É um projeto contínuo, não
temos data de parada e também trabalhamos com um roteiro flexível, que nos
proporciona explorar mais as possibilidades que aparecem no caminho e assim
definir a rota dia após dia. Queremos conhecer de 1 a 3 iniciativas em cada estado
brasileiro e por fim gerar um material informativo sobre desenvolvimento
alternativo e socioambiental. Mais uma vez convidamos você
a nos acompanhar e expandir mundos!
Somos
dois grandes amigos da faculdade, Gustavo Medeiros (24 anos), natural de
Sarapuí -SP, e Luciano Pretzel (24 anos), natural de Marechal Cândido Rondon -
PR .
COMEÇO DA NOSSA HISTÓRIA
O
grupo Pernas de Aço foi criado em 10 de novembro de 2013, com o objetivo
inicial de unir os amigos que buscavam pedalar algumas vezes na semana. A ideia
das cicloviagens surgiu mais tarde, onde a motivação principal era descer a
Estrada da Graciosa na serra do mar. Sem experiência alguma, pretendíamos sair
de Campo Mourão e percorrer a maior parte do trajeto de ônibus, pedalando
somente o trecho de ida entre Curitiba e o litoral paranaense. Em meio à
escassez de recursos financeiros e tendo como referência a história de alguns
cicloviajantes que percorreram o mundo, resolvemos por fim pedalar todo o
percurso. Com o intuito de se preparar para essa empreitada, começamos
realizando pequenas cicloviagens. A primeira delas aconteceu no carnaval do ano
de 2016, a partir daí, mais duas foram realizadas até iniciarmos a travessia
pelo Paraná.
Cicloviagem ao Salto Paiquerê, Mariluz - PR (veja o vídeo).
Inicialmente
não tínhamos a pretensão de atravessar o estado do Paraná, a viagem para o
oeste seria apenas mais um treino pouco antes da expedição para o litoral. O
plano inicial era percorrer de Campo Mourão a Cascavel, porém no meio do
caminho verificamos que seria possível estender a viagem e decidimos seguir até
Marechal Cândido Rondon. Quando chegamos ao destino, alteramos novamente o
percurso objetivando conhecer a praia artificial de Entre Rios do Oeste,
situada junto ao lago de Itaipu. Como resultado dessas mudanças, conhecemos melhor a região oeste do estado, percorrendo cerca de 600 km.
Logo após essa viagem, realizamos a expedição
para o litoral paranaense, concluindo assim a travessia pelo estado,
totalizando cerca de 2000 km.
O objetivo inicial da cicloviagem ao litoral era
descer a Estrada da Graciosa, e por fim, se ampliou na vontade de conhecer mais
o estado do Paraná e suas belezas. Nessas aventuras encontramos a simplicidade
e carregamos somente o essencial sobre as magrelas, assim, dependemos mais das
pessoas, fazendo novas amizades e carregando nossas bagagens com muitas
histórias.
Depois da travessia pelo Paraná, concluímos a
faculdade de Engenharia Ambiental e imediatamente partimos para a nossa nova
expedição, a Cicloviagem Ayni. Essa viagem foi só o começo do grande projeto
que estamos trabalhando agora, o "Expandindo Mundos". Nas primeiras viagens o nosso querido amigo
Leonardo nos acompanhava, mas após terminarmos a faculdade, ele encontrou
outras atividades, permanecendo somente Luciano e Gustavo no grupo.
MAIOR DIFICULDADE PARA
VIAJAR
Apesar
da simplicidade em se viajar de bicicleta, as cicloviagens exigem planejamento,
companheirismo, dedicação, coragem e paciência. Nos colocamos, às vezes, em
situações mais complicadas, como a dificuldade em encontrar um local para
dormir, lidar com pouca água e comida, adoecer durante o percurso ou vencer as
longas subidas, as fortes chuvas e o calor. Apesar das variáveis que surgem no
trajeto, notamos que a maior dificuldade sempre foi encontrar tempo hábil para
realizar as viagens, de modo que concilie as pedaladas com os compromissos dos
integrantes do grupo.
O QUE CONQUISTAMOS COM AS
VIAGENS
Acreditamos
que as maiores conquistas estão atreladas ao nosso crescimento pessoal, onde
aprendemos a trabalhar com as dificuldades de maneira mais tranquila,
descobrimos o quanto somos capazes, aprendemos a nos conectar verdadeiramente
com o mundo e as pessoas e que não necessitamos ir muito longe para conhecer e
viver. Agora vemos que viajar é existir e apesar do perigo das estradas, o
maior risco é não sair de casa.
Pelas
estradas que já percorremos, conseguimos notar que ao utilizar a bicicleta como
veículo é possível explorar mais os locais por onde passamos e estabelecer
relações mais humanas e próximas com as pessoas. Assim, indicamos o
cicloturismo a todos!
Estamos
a disposição para bater um papo com os interessados através de nossa fanpage no
Facebook, Instagram ou YouTube. Se você quer dar uma força para
os Pernas de Aço, pode acessar o item APOIAR / LOJA no menu e também
se inscrever em nosso canal e demais mídias, compartilhando nosso trabalho.